ESPIRITUALIDADE NAS EMPRESAS
Partindo de um posicionamento ético assume-se que nenhuma organização poderá ser maior que o horizonte espiritual dos seus lideres. E, com o poderia o mundo dos negócios manter-se indiferente à mais intensa das dimensões humanas; a espiritualidade? É pois desta interrogação que nasce a liderança para o terceiro milénio. Perante uma humanidade que se debate entre os anseios de uma nova consciência nos negócios e uma busca individual por um sentido mais amplo para a sua existência, teremos de nos confrontar com os ideais enraizados no mais elevado patamar da ética humana: a espiritualidade. Assim como na vida, também nas empresas, deveremos enfrentar a nossa face original. A espiritualidade é a única dimensão onde esta poderá ser encontrada. Habitualmente, nas organizações convivemos com uma face acidental que não nos é dada a partir da origem, do interior, de valores essenciais, mas sim de construções à medida das circunstâncias estratégicas para o negócio, ou para a carreira. Confundir a face acidental de um indivíduo com a essência do seu Ser fomenta uma prole de indivíduos não realizados, com as consequências que facilmente serão intuídas para todos.
Mas, conhecer o caminho não é a mesma coisa que trilhá-lo até ao seu termo. Como poderia ser diferente nas organizações? E porque ninguém é vítima do mundo, mas sim da forma como o percebe, torna-se urgente que cada um comece por fazer a sua parte; isso é já tarefa para uma vida inteira. Garanto-lhe que há alguém muito especial que o espera no final desse trilho: você!
A falta de um centro de valores comum propicia, tantas vezes, a criação de dois mundos inconciliáveis, um que é o profissional e outro que é o pessoal. É aqui que a espiritualidade se mostra importante no mundo do trabalho. Só um ser espiritualmente apetrechado poderá estarverdadeiramente centrado no essencial das suas decisões, permitindo-se a total sintonia entre os seus próprios valores e o posicionamento estratégico da empresa.
Na dimensão dos valores pessoais não existe a verdade dos outros.
Tratando-se de uma terra sem caminho, viver nesta certeza será assumir a maior responsabilidade das nossas vidas. Aceitar a importância de tais valores nas relações de trabalho, obriga a que cada um de nós seja um cientista interior, cuja sua maior valência será a de experimentar a verdade desde a sua origem, revelando-nos o ponto onde nada está escondido, onde só a profundidade do essencial será revelado.
Na vida vencer não é competir com o outro, mas sim derrotar os seus inimigos interiores. Como poderia ser diferente nas organizações?
Responsabilidade Espiritual na Organizações
Mas, conhecer o caminho não é a mesma coisa que trilhá-lo até ao seu termo. Como poderia ser diferente nas organizações? E porque ninguém é vítima do mundo, mas sim da forma como o percebe, torna-se urgente que cada um comece por fazer a sua parte; isso é já tarefa para uma vida inteira. Garanto-lhe que há alguém muito especial que o espera no final desse trilho: você!
A falta de um centro de valores comum propicia, tantas vezes, a criação de dois mundos inconciliáveis, um que é o profissional e outro que é o pessoal. É aqui que a espiritualidade se mostra importante no mundo do trabalho. Só um ser espiritualmente apetrechado poderá estarverdadeiramente centrado no essencial das suas decisões, permitindo-se a total sintonia entre os seus próprios valores e o posicionamento estratégico da empresa.
Na dimensão dos valores pessoais não existe a verdade dos outros.
Tratando-se de uma terra sem caminho, viver nesta certeza será assumir a maior responsabilidade das nossas vidas. Aceitar a importância de tais valores nas relações de trabalho, obriga a que cada um de nós seja um cientista interior, cuja sua maior valência será a de experimentar a verdade desde a sua origem, revelando-nos o ponto onde nada está escondido, onde só a profundidade do essencial será revelado.
Na vida vencer não é competir com o outro, mas sim derrotar os seus inimigos interiores. Como poderia ser diferente nas organizações?
Responsabilidade Espiritual na Organizações
Também nas empresas encontramos o potencial do princípio animador ou vital do ser humano, afirmando-se, deste modo, a existência de uma identidade supra humana: a criação de uma imperceptível teia no entorno organizacional, pelo que o mundo das empresas deverá ser visto como um todo, polarizando positivamente as referidas relações.
Costumo explicar esta ideia dando como exemplo o momento em que nos deparamos com alguém. Deste encontro nasce uma terceira entidade que é a alma da relação; porque seria diferente nas relações empresariais? Por estranho que pareça, esta é a única dimensão que perdura para alémdo tempo e do espaço, sendo a este nível - mais subtil - que se funda o inconsciente organizacional. E, se a espiritualidade tem a ver com acção logo é produção, então porque não administrar este capital?
Para que tal seja possível será necessário assumir um novo regime de serviço e de transparência, só concebível pela abertura dos canais intuitivos/anímicos da relação: o inconsciente organizacional.
A espiritualidade nas organizações poderá ser considerada o mais alto patamar da ética empresarial. O líder espiritualizado é aquele que consegue conduzir-se a si mesmo através de uma profunda responsabilidade, garantindo e inspirando o cumprimento do propósito da organização na afirmação de valores maiores que toma como seus, auto-realizando-se por esta via.
Paulo Vieira de Castro, mentor do projecto Dharma Marketing.
Contacto: geral@paulovieiradecastro.com